CCP defende projetos de “urbanismo comercial” no PT2030
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) propôs ao Governo um programa que associa regeneração urbana com comércio e serviços, a incluir no âmbito dos fundos do Portugal 2030 (PT2030).
“Urge colmatar a completa ausência no PT2030 de ações associando regeneração e requalificação urbana com o comércio e serviços”, refere a CCP, em comunicado, acrescentando que “para isso, propõe-se que o PT2030, a nível dos seus Programas Operativos Regionais, contemple uma tipologia de projeto que associe regeneração urbana com comércio e serviços, associação essa fundada numa filosofia de ‘urbanismo comercial’”.
A proposta, intitulada “Para uma Política Urbana Integradora de Comércio e Serviços”, que foi dirigida ao Governo e atores públicos relevantes, contou com contributos de várias entidades, entre as quais a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE), a Direção-Geral do Território (DGT) e de quatro Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo).
A proposta foi subscrita por 18 personalidades, como a secretária-geral da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança, Anabela Anjos, ou a presidente de Direcção da União das Associações de Comércio e Serviços, Carla Salsinha.
Para o Observatório “Serviços, Competitividade Urbana e Coesão Territorial” da CCP, estes projetos devem assumir a forma de um projeto-piloto, aberto às comunidades intermunicipais que o desejem contemplar e a que poderão candidatar-se, como promotores dos mesmos, em parceria com câmaras municipais e associações empresariais.
“A realização das ações deve estar suportada por uma Carta Estratégica de Urbanismo Comercial, a elaborar com base num plano de desenvolvimento sustentável para a área a intervencionar”, refere a proposta da CCP.
O documento defende a implementação de ações que incluem a requalificação de espaços públicos, a renovação de espaços comerciais associados ao espaço público, a recuperação de espaços devolutos, a preservação da identidade histórica de estabelecimentos, a melhoria da mobilidade e acessibilidade, entre outras.
“Com ações estratégicas e estruturadas, este programa visa criar espaços urbanos modernos, acessíveis, sustentáveis e atrativos, beneficiando o comércio local, promovendo o turismo e atraindo novos investimentos”, defende a proposta.
Comente esta notícia
Destaques
Papa Leão XIV nomeia Padre de Barrancos para corpo diplomático da Santa Sé
CCDRAlentejo diz que fábrica de bagaço de azeitona nunca incumpriu parâmetros medidos
Utilização do espaço aéreo pela Força Aérea impede Escola de Pilotos em Beja- Gonçalo Valente

