Desrespeito pelos órgãos de poder local e outras instituições da região marcam constituição do CD da CCDRAlentrejo-PCP
O processo de constituição do Conselho Diretivo da CCDRAlentejo fica “inevitavelmente marcado pelo desrespeito para com os órgãos de poder local e outras instituições da região”, a afirmação é feita, em nota de imprensa pela DRA do PCP e volta a defender a concretização da Regionalização.
De acordo com o PCP, neste processo “pesaram negativamente as alterações à orgânica das CCDR decididas pelo Governo PSD/CDS em articulação com o Partido Socialista, bem como o “negócio” entre PSD e PS em torno da nomeação dos Presidentes e Vice-Presidentes da CCDR.”
O PCP considera ainda que “a constituição do Conselho Diretivo da CDDRAlentejo representa um passo adicional na governamentalização da CCDR e na sua utilização para alimentar clientelas, interesses económicos e ambições partidárias e pessoais, factos bem visíveis não só na forma como foi eleito o Presidente da CDDR como na nomeação dos vários vice-presidentes onde prevaleceram critérios quase exclusivamente de sectarismo partidário. “
Para os comunistas “fica ainda mais claro o objetivo de utilizar as CCDR’s como correias de transmissão do Governo, instrumentos de centralização de poder de decisão sobre políticas regionais e atribuição de verbas, com um funcionamento opaco e desprovido de escrutínio, ainda mais propicio à tentativa de imposição de mecanismos de dependência e, por conseguinte, à promiscuidade entre o poder económico e o poder político.”
O PCP afirma ainda que como tem vindo a referir “há vários anos, e como a recente realidade resultante das intempéries reforça, o que o País e a Região Alentejo precisam não é de estruturas burocráticas, totalmente dependentes do poder central, constituídas à margem da discussão e participação democrática e do papel das autarquias locais, mas sim da concretização da Regionalização e instituição das Regiões Administrativas, conforme previsto na Constituição da República Portuguesa, com órgãos eleitos democraticamente pelas populações que garantam uma política regional de proximidade, eficiente e adequada à realidade de cada região, em articulação com as autarquias locais. “
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