PSD de Beja “surpreendido” com declarações de Paulo Arsénio-Orçamento Municipal
Foi com “grande surpresa” que a Distrital de Beja do PSD se "confrontou" com uma entrevista de Paulo Arsénio, devido às acusações que o autarca bejense fez aos vereadores do PSD nas câmaras do distrito.
Paulo Arsénio, numa entrevista ao O ATUAL, acusou os vereadores do PSD nos concelhos onde há eleitos de estarem a promover uma política de “terra queimada” por terem votados contra os respetivos orçamentos municipais. Para a Distrital de Beja do PSD esta afirmação de Paulo Arsénio surge “talvez ferido no seu orgulho que o impede de encontrar sinergias e criar pontes de consenso que sirvam o bem maior que são as pessoas”.
Afirma o PSD que “para quem não sabe e não compreende a tristeza de utilização desta expressão, "política de terra queimada" tem sido utilizada no contexto político português para descrever táticas de oposição meramente destrutivas.”
Para o PSD ficou por explicar, por parte de Paulo Arsénio que “em todos os concelhos onde o PSD tem eleitos, sempre se pautou por fazer uma oposição construtiva, assertiva, fiscalizadora e preocupada e talvez seja exatamente isso que o deixa incomodado, assim como aos restantes executivos Socialistas.”
Ainda segundo o PSD “ao contrário do que diz em entrevista e com grande desfaçatez, Paulo Arsénio não verteu as propostas todas da oposição na construção do orçamento da Câmara de Beja” e embora se saiba que “um orçamento deve ser feito à imagem do executivo que governa cada município” o PSD “nunca pode apoiar orçamentos que não visam ir de encontro aos problemas reais das populações”.
Uma das críticas do PSD prende-se com o facto do orçamento da autarquia de Beja não contemplar uma única referência “à gravíssima problemática ligada à crise dos imigrantes e que é somente um dos problemas mais graves que a cidade enfrenta atualmente. São ainda destacadas outras propostas apresentadas por Nuno Palma Ferro nomeadamente um reforço nas verbas para algumas estradas e arranjos exteriores, para apoio às IPSS, a devolução de uma percentagem de IRS aos munícipes bejenses.
O PSD frisa ainda que Nuno Palma Ferro se mostrou disponível para conversar e colaborar na elaboração ou negociação de um orçamento retificativo, portanto é “falsa” a acusação de Paulo Arsénio de que o vereador teve uma atitude completamente irresponsável, sendo que “irresponsabilidade é não observar e verter os verdadeiros problemas que são conhecidos de todos no orçamento, de forma a trabalhar para uma efetiva resolução dos mesmos.”
De acordo com o PSD “era bom que Paulo Arsénio se lembrasse que o diálogo e a cooperação entre o executivo e a oposição são fundamentais para uma governação eficaz e para o desenvolvimento da cidade e do distrito.”
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