Resialentejo avança com ampliação de canil e gatil em Beja
A empresa intermunicipal Resialentejo, com sede em Beja, vai avançar com a ampliação das instalações do seu canil e gatil (CAGIA), no Parque Ambiental do Montinho, num investimento avaliado em mais de 650 mil euros.
Em comunicado, a Resialentejo, que gere o sistema de tratamento e valorização de resíduos urbanos de oito concelhos do distrito de Beja, explicou que a obra, “já adjudicada e com início previsto nos próximos dias, vai reforçar significativamente a capacidade de acolhimento e resposta ao abandono animal na região”.
“Este investimento contraria uma tendência nacional de respostas fragmentadas e insuficientes na gestão de animais errantes, apostando numa infraestrutura de referência para toda a região”, afirmou Mário Tomé, presidente do conselho de administração da empresa intermunicipal, citado no comunicado.
Segundo o também autarca de Mértola, “a ampliação do CAGIA representa um investimento estratégico no bem-estar animal e na capacidade de resposta aos municípios que integram este projeto”.
“Com mais espaço e melhores condições, conseguiremos acolher mais animais, prestar-lhes os cuidados necessários e aumentar as oportunidades de adoção responsável”, reforçou.
A par disso, frisou, pretende manter “o compromisso de esterilizar todos os animais que passam pelo alojamento, contribuindo para uma resposta mais sustentável e eficaz ao desafio dos animais errantes na região”.
O projeto de ampliação do CAGIA, que tem um prazo de execução de 240 dias, “contempla a construção de 50 boxes destinadas a canídeos, um módulo para sala de tratamentos veterinários, uma área de armazenamento de ração e quatro celas de isolamento para quarentena”, revelou a empresa intermunicipal.
O projeto surge numa altura em que, segundo a Resialentejo, Portugal “enfrenta uma crise persistente na gestão de animais errantes”.
No comunicado, a empresa intermunicipal aludiu ao Relatório Anual de Atividade dos CRO – Centros de Recolha Oficial, emitido pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
De acordo com o documento, em 2025 estes centros “recolheram cerca de 40 mil animais, mas as adoções ficaram-se pelas 22 mil, pouco mais de metade, representando os valores mais baixos dos últimos cinco anos”.
Por oposição, revelou a Resialentejo, o CAGIA “apresenta uma realidade bem distinta”, com o número de recolhas, adoções e esterilizações “a aumentar de ano para ano”.
Nesse âmbito, “em 2025 registaram-se 928 entradas, face às 798 do ano anterior”, e as adoções “subiram de 477 para 599 no mesmo período”, além de terem sido “esterilizados 590 animais, mais 12% do que em 2024”, acrescentou.
Gerido pela Resialentejo, o CAGIA é um CRO comum aos municípios de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira, todos no distrito de Beja, e aos de Mourão e Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.
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