O SPZS manifesta preocupação devido “ao agravamento da crise no acesso à habitação em Portugal, que se faz sentir com particular gravidade em algumas regiões da zona sul, com destaque para o distrito de Faro, mas também para as cidades capitais de distrito do Alentejo, onde a proliferação de fundos imobiliários tem alimentado a especulação e o aumento das rendas.”

O SPZS afirma que “esta situação penaliza sobretudo as gerações mais jovens, forçadas a adiar a sua independência, a constituição de família e a concretização de projetos pessoais, devido à escassez de habitação a custos suportáveis”, mas também tem “consequências graves entre os professores deslocados, contribuindo para o agravamento da falta de professores nas escolas da zona sul.”

Ainda segundo o SPZS, “tratando-se de um direito consagrado na Constituição e de um pilar da dignidade humana, é inadmissível que a habitação continue refém da especulação imobiliária e dos interesses financeiros, a par de um investimento público claramente insuficiente” e revela “preocupação com eventuais alterações na lei que venham precarizar ainda mais os inquilinos e reduzir a estabilidade no arrendamento”. Posto isto, o SPZS defende que “é imperativo alterar a política atual, apostando decididamente no parque habitacional público, na regulação do mercado de arrendamento e no reforço dos direitos de quem arrenda.”

O SPZS repudia ainda “qualquer intervenção policial desmedida contra mobilizações cívicas e pacíficas, exigindo o apuramento integral de responsabilidades, incluindo a dos decisores políticos”.

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