Jorge Veloso reeleito presidente da Associação Nacional de Freguesias
O presidente da União de Freguesias de São Martinho e Ribeira de Frades, em Coimbra, Jorge Veloso, foi reeleito presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), com 95,15% dos votos.
Jorge Veloso tinha sido indicado pelo PS para encabeçar a lista única candidata ao Conselho Diretivo da ANAFRE, o partido que mais freguesias conquistou nas eleições autárquicas de setembro.
A lista única obteve 726 votos a favor e 37 votos em branco.
Jorge Manuel Lebre da Costa Veloso, militante socialista, tem 70 anos e é reformado. Tem uma carreira como autarca de freguesia com mais de 20 anos e é presidente da União de Freguesias de São Martinho e Ribeira de Frades, no município de Coimbra, desde a reorganização administrativa de 2013.
Jorge Veloso era um dos vice-presidentes da Anafre quando, em janeiro de 2020, substituiu o também socialista Pedro Cegonho na presidência do organismo, durante o XVII Congresso da associação, realizado em Portimão.
Além de presidente de união de freguesias e de presidente da Anafre, Jorge Veloso é também representante das freguesias no Congresso das Autoridades Locais e Regionais do Conselho da Europa.
Cerca de 1.000 congressistas, representantes das 3.092 freguesias portuguesas, reuniram-se em Braga no XVIII Congresso da ANAFRE, que teve como lema “Freguesias 20/30 Valorizar Portugal”, já que pela primeira vez está previsto que estas autarquias acedam a fundos comunitários.
Entre os temas em discussão estiveram a descentralização de competências em curso dos municípios para as freguesias, a reversão de freguesias agregadas pela "lei Relvas" e as finanças locais.
Para este mandato, de 2022 a 2025, os eleitos terão como principais desafios a descentralização de competências, o acesso aos fundos europeus, a transição digital, a reversão das freguesias agregadas e o ressarcimento das despesas efetuadas no âmbito da pandemia de covid-19.
Em 2013, Portugal reduziu 1.168 freguesias, de 4.260 para as atuais 3.092, por imposição da ‘troika’, em 2012, quando era responsável o ministro Miguel Relvas no Governo PSD/CDS-PP.
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